[RESENHA] Aos Dezessete Anos, de Ava Dellaira

julho 18, 2018

Título: Aos Dezessete Anos (In Search of Us)
Autor(a): Ava Dellaira
Editora: Seguinte // livro recebido em parceria com a editora
Páginas: 448
Gênero: ficção, jovem adulto
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Sinopse:
Em seu novo romance arrebatador, a autora de Cartas de amor aos mortos apresenta uma mãe e uma filha que precisam compreender o passado para poder seguir em frente.
Quando tinha dezessete anos, Marilyn viveu um amor intenso, mas acabou seguindo seu próprio caminho e criando uma filha sozinha. Angie, por sua vez, é mestiça e sempre quis saber mais sobre a família do pai e sua ascendência negra, mas tudo o que sua mãe contou foi que ele morreu num acidente de carro antes de ela nascer.
Quando Angie descobre indícios de que seu pai pode estar vivo, ela viaja para Los Angeles atrás de seu paradeiro, acompanhada de seu ex-namorado, Sam. Em sua busca, Angie vai descobrir mais sobre sua mãe, sobre o que aconteceu com seu pai e, principalmente, sobre si mesma.

A história gira em torno de Marilyn e Angie, mãe e filha, respectivamente, e como indica o título do livro, mostra a vida de ambas aos dezessete anos.



Marilyn aos dezessete, em pleno anos 90, tinha que lidar com a mãe querendo torná-la uma atriz de sucesso a todo custo, quando na verdade não era bem isso que ela queria. Ela queria a liberdade, e contava os dias para ser maior de idade e ir fazer faculdade, ser quem ela queria ser. Em um momento difícil na vida das duas, elas mudaram para a casa do tio, e lá ela conhece James, um garoto que mora no mesmo prédio que o tio e com quem ela divide seus anseios sobre o futuro.



Também conhecemos Angie aos dezessete anos, porém nos dias atuais. Ela vive apenas com a mãe, Marilyn, pois de acordo com ela, seu pai está morto. Mas após descobrir que seu tio, que supostamente morreu com o pai num acidente de carro, está vivo, ela vai atrás dele em Los Angeles em busca de respostas, já que quando tenta falar sobre o outro lado da família com a mãe ela começa a chorar. Junto com Sam, um ex-namorado com quem tem coisas mal resolvidas, ela vai em busca de sua origem e sobre quem ela é.

Em Los Angeles, a busca pelo tio traz Sam e Angie mais pertos, e Angie tem a chance de fazer as coisas entre eles darem certo mais uma vez – mesmo ela não sabendo como –, embora o foco seja enfrentar seu passado.



O livro é contado sobre o ponto de vista das duas, sempre em terceira pessoa. Mostra que apesar de terem questões diferentes com que lidar e viverem em épocas diferentes, as duas personagens não são tão diferentes assim. Ambas precisam encarar o passado e situações que estiveram tentando fugir por toda a vida, pois só assim conseguirão seguir adiante, apenas quando lidarem de frente com o passado. E é esse o grande ensinamento do livro: guardar coisas pra si, principalmente as ruins, nunca é a solução.

O livro segue um ritmo lento no início, mas muito bem aproveitados. Assim que descobri o motivo de Marilyn ter escondido seu passado de Angie, eu precisei dar uma pausa na leitura pois foi uma descoberta forte, pesada. Podemos sentir a tristeza e culpa que ela sente e como a autora capturou esses sentimentos, construídos astutamente durante o livro e com isso o baque no final.



Definitivamente recomendo a leitura do livro, que me fez sentir inúmeras coisas durante a leitura e me fez ter uma pequena crise existencial junto com a Angie quando ela diz se sentir "como uma gota no oceano". E assim como o outro livro da autora, Cartas de amor aos mortos (que também recomendo), durante a leitura os personagens ouvem muitas músicas incríveis, só queria que tivesse uma playlist no final do livro com todas as músicas porque não sou de ouvir durante a leitura.


QUOTES:

"A perda é um fato da vida. Não dá para evitar."

"Angie se mantém tão imóvel quanto pode, com medo de desfazer a paz frágil que parece ter se estabelecido entre eles, a tênue conexão construída."

"Todo mundo tem um universo inteiro dentro de si."

"Andamos por aí como se fôssemos importantes, mas somos só uma fração invisível da humanidade."

4 comentários:

  1. A resenha e as fotos ficaram lindas!!
    Já conhecia o livro e li outras resenhas dele, mas infelizmente não foi algo que me prendeu.
    Até fiquei curiosa com o segredo de Marilyn, porém foi algo que ao final da resenha já me satisfez e não me deixou com vontade de ler o livro.

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  2. Esse livro é lindo!
    Eu favoritei; é de uma sensibilidade e melancolia que me conquistaram.
    Achei muito bacana a maneira que Ava abordou o racismo.

    Beijos

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  3. olá, não conhecia o livro, mas amei a resenha e já me interessei por ele, parece ser muito bom.
    As fotos também ficaram lindas.

    Beijos!!
    http://sentimentos-de--uma-garota--bipolar.blogspot.com

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  4. Eu já li cartas de amor aos mortos mas nem lembrava o nome da autora . Esse por ser dela deve ser muito bom . E as fotos

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