[RESENHA] Harry Potter e a Pedra Filosofal, de J.K. Rowling

maio 25, 2017

Conheça Harry, filho de Tiago e Lílian Potter, feiticeiros que foram assassinados por um poderosíssimo bruxo, quando ele ainda era um bebê. Com isso, o menino acaba sendo levado para a casa dos tios que nada tinham a ver com o sobrenatural pelo contrário. Até os 10 anos, Harry foi uma espécie de gata borralheira: maltratado pelos tios, herdava roupas velhas do primo gorducho, tinha óculos remendados e era tratado como um estorvo. No dia de seu aniversário de 11 anos, entretanto, ele parece deslizar por um buraco sem fundo, como o de Alice no país das maravilhas, que o conduz a um mundo mágico. Descobre sua verdadeira história e seu destino: ser um aprendiz de feiticeiro até o dia em que terá que enfrentar a pior força do mal, o homem que assassinou seus pais, o terrível Lorde das Trevas.
O menino de olhos verdes, magricela e desengonçado, tão habituado à rejeição, descobre, também, que é um herói no universo dos magos. Potter fica sabendo que é a única pessoa a ter sobrevivido a um ataque do tal bruxo do mal e essa é a causa da marca em forma de raio que ele carrega na testa. Ele não é um garoto qualquer, ele sequer é um feiticeiro qualquer; ele é Harry Potter, símbolo de poder, resistência e um líder natural entre os sobrenaturais.



Harry Potter e a Pedra Filosofal, como muitos já sabem, é o primeiro livro de uma série escrita pela autora britânica J.K. Rowling. Recebi o livro pela editora Rocco e hoje trago a resenha dele aqui para vocês.

Harry Potter desde que se lembra viveu com os seus tios Dursley e seu primo Duda que por alguns motivos de desentendimento com os pais de Harry antes de eles morrerem, não se dão bem com o sobrinho e por isso é mal tratado. Harry não faz ideia de que é um bruxo, já que os tios faziam questão de manter isso em segredo e quererem manter a aparência de uma família normal, mas esse segredo está prestes a ser revelado no aniversário de 11 anos de Harry, quando a Escola de Hogwarts começa a ir em busca dele para tê-lo como aluno e o segredo junto com a mentira que antes era sustentado pelos Dursley vai por água a baixo, já que após ser chamado para ir para Hogwarts, Harry vê uma chance de se livrar dos tios que não gosta dele e embarcar em um mundo novo cheio de aventuras, mistérios e perigo.

Em sua ida para Hogwarts, Harry começa então descobrir sobre a verdade de seu passado e seus pais, que também eram bruxos e o motivo da morte deles e quem a causou, uma história bem diferente antes alimentada pelos Dursley e a cicatriz de Harry em sua testa passa ter um significado mais importante, era a marca que o bruxo Voldemort havia tentado matar Harry.

Logo no início do ano escolar, Harry faz algumas amizades, a mais importante com Rony e Hermoine e ao lado dos dois passa por grandes descobertas e algumas encrencas. Uma dessas descobertas é sobre a Pedra Filosofal, guardada na escola de Hogwarts e quando coisas estranhas começam a acontecer na escola, a Pedra Filosofal corre risco de ser roubada e Harry junto com Rony e Hermoine tentam impedir a todo custo que isso aconteça, indo protegê-la, mas chegar até a Pedra Filosofal tem seus riscos, já que quem está atrás dela é o bruxo responsável pela morte dos pais de Harry e o mais perigoso bruxo do qual todos temem, Lord Voldemort.

Sempre que ouvia falar sobre Harry Potter não tinha grandes interesse, mas foi pegar o livro para ler que a leitura fluiu de forma incrivelmente boa. A escrita da J.K. Rowling é instigante e a história prende o leitor do início ao fim. Harry apesar de ser um garoto novo, não tem o menor medo de enfrentar o perigo e é bastante curioso, por isso acaba se metendo em algumas encrencas, mas todas sua atitudes são na melhor das intenções. Há bastante foco também em Hermoine e Rony e ambos são ótimos personagens, Hermoine é esperta e bastante estudiosa e apesar de ter alguns atritos com Rony, os três estão sempre juntos.

A narrativa é em terceira pessoa e o livro tem grande riqueza de detalhes permitindo o leitor identificar bem o cenário e entrar de vez na história. A diagramação da editora Rocco é simples, porém está muito boa com as letras em bom tamanho e não encontrei nenhum erro ortográfico. Indico o livro para todas as pessoas de todas as idades e até eu que não sou fã do gênero amei a história.


[RESENHA] Em Águas Sombrias, de Paula Hawkins

maio 22, 2017

Título: Em Águas Sombrias (Into The Water)
Autor(a): Paula Hawkins
Editora: Record // livro cedido em parceria com a editora
Páginas: 364
Gênero: ficção, suspense e mistério
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Sinopse:
Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã. Jules não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre para cuidar da filha adolescente que a irmã deixou para trás.
Mas Jules está com medo. Com um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, de saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos…
Com a mesma escrita frenética e a mesma noção precisa dos instintos humanos que cativaram milhões de leitores ao redor do mundo em seu explosivo livro de estreia, A garota no trem, Paula Hawkins nos presenteia com uma leitura vigorosa e que supera quaisquer expectativas, partindo das histórias que contamos sobre nosso passado e do poder que elas têm de destruir a vida que levamos no presente.

Numa cidade chamada Beckford algo muito estranho vem acontecendo: em um ano, duas mulheres se afogaram no rio, também chamado de "Poço dos Afogamentos". A segunda foi Nel, irmã de Jules, uma mulher atormentada pelo passado, por um segredo que guarda sobre ela mesma e seu relacionamento com a irmã, que era conturbado desde a infância e durante a vida adulta só foi piorando, até perderem o contato – aliás, até Jules parar de atender as ligações de Nel.



O livro é contado sob o ponto de vista em primeira pessoa de Jules, como se ela tivesse conversando com a irmã; e em alguns capítulos sob o ponto de vista de alguns moradores da cidade, que têm importância pra descobrir todo o mistério envolvendo as chamadas "nadadoras", as mulheres que entram no rio e não saem mais vivas. Nel era atraída pelo rio, e antes de morrer estava escrevendo um livro de memórias e relatos, que também é mostrado em alguns capítulos.

Entre presente e passado, conseguimos, gradativamente, compreender o relacionamento de Nel e Jules, todos os problemas que tiveram pra chegar no ponto de Jules se sentir desconfortável por estar de volta ao local em que a fez tanto mal. Também vemos o quanto a filha de Nel, Lena, se ressente com a tia, e também sente mal porque as últimas coisas que disse para à mãe foram palavras cruéis, a culpando pela morte de outra nadadora, Katie, e tudo isso instiga o leitor a continuar lendo pra compreender tudo, saber qual a ligação de todos os personagens apresentados.



Um ponto forte do livro é poder ler o ponto de vista de vários moradores da cidade, de pessoas próximas à Nel e pessoas que tiveram problemas com ela – que nos leva a perguntar se a desavença poderia ter algo a ver com sua morte. Mas mais que isso, a dúvida que fica é: o que essas mulheres têm em comum pra serem atraídas pela água? E o livro traz a resposta pra todo o mistério de uma forma satisfatória, que te surpreende uma vez quando você acha que sabe o que aconteceu, e se surpreende novamente ao descobrir que tem outra reviravolta.

O início é arrastado, e só por isso não dou nota máxima pra ele. A escrita da autora é leve e pesada ao mesmo tempo, da melhor forma possível. Você consegue sentir o que cada personagem (e são vários) está passando, pois são bem construídos, e no final você entende onde cada um se encaixa na trama e por que tivemos que saber tantos detalhes sobre cada um.



É um livro que te encanta pela capa, e a edição, apesar de simples, é linda também. Um livro que fala sobre abuso, poder e como um segredo pode minar um relacionamento uma vida inteira se você escolher guardá-lo. Recomendo pra quem gosta de um bom livro de suspense com uma reviravolta incrível.


QUOTES:

"Beckford não é um local de suicídios. Beckford é um local para se livrar de mulheres encrenqueiras."

"As coisas que quero lembrar, não consigo, e as coisas que faço de tudo para esquecer não param de voltar à minha memória."

[RESENHA] A Cor de Coraline, de Alexandre Rampazo

maio 18, 2017

Sinopse: Quantas cores cabem na pergunta “Me empresta o lápis cor de pele?”. Em A cor de Coraline, o ilustrador, designer gráfico e escritor Alexandre Rampazo passeia pelas inúmeras possibilidades contidas numa caixa de lápis de cor e na imaginação infantil a partir da pergunta de um colega para a pequena Coraline, e mostra que o mundo é mais colorido – e diverso – do que nos acostumamos a pensar. Com texto curto e bem-humorado e ilustrações graciosas, o livro aborda o tema da diversidade de forma lúdica para os pequenos. A quarta-capa é assinada pelo premiado escritor Ignácio de Loyola Brandão.







Bom dia, leitores! A resenha de hoje é sobre o livro A Cor de Coraline, do autor Alexandre Rampazo, livro cedido em parceia com a editora Rocco Pequenos Leitores.

Coraline fica intrigada quando seu amigo, Pedrinho, pede a ela empestado o lápis cor de pele. Isso faz com que ela se questione como é um lápis cor da pele, sendo que pode haver diversas tonalidades e em meio a isso, ela se diverte com seus pensamentos se questionando caso vivesse em outro planeta ou outro lugar em que a cor da pele das pessoas fossem verdes, como diz ser em Marte, ou lilás se fosse um mundo fofo.


Por fim, Coraline percebe que a cor da pele não é só uma, já que vivemos em um mundo com mistura de línguas, cores e origens e decide emprestar ao Pedrinho o lápis da cor da sua pele.

A Cor de Coraline é um livro em que se pode realizar a leitura em apenas alguns minutos e o legal é que apesar de ser um livro infantil e pequeno, traz uma mensagem que pode ser compreendida para combater o racismo e que é vivendo em um mundo diversificado que se constrói a igualdade.


Os diálogos são curtos, mas bem introduzidos e com uma pitada de humor. Indico especialmente para crianças ou quem gosta do gênero e procura uma leitura para passar o tempo, apesar de ser infantil, o tema abordado com cuidado ainda faz os mais velhos refletirem. As ilustrações do livro estão ótimas.