[RESENHA] Virgem, de Radhika Sanghani

novembro 23, 2017



Ellie Kolstakis tem 21 anos, ótimas amigas, uma boa situação financeira, está terminando a faculdade de Literatura Inglesa e ainda é... virgem. Mas ela está decidida a mudar isso até a sua formatura. Afinal, ela não escolheu esperar até o casamento, muito menos possui restrições religiosas ou está à procura de um príncipe encantado. O fato é que Ellie simplesmente não tem sorte quando o assunto é amor e sexo. Decidida a virar o jogo nos quatro meses que restam até se formar, a jovem divide seu tempo entre o trabalho de conclusão de curso, depilações inusitadas, seu blog, festas, conselhos de amigas e até mesmo tutoriais constrangedores no YouTube, envolvendo-se em situações mirabolantes e, claro, hilárias, da primeira à última página.



Ellie Kolstakis tem 21 anos, uma melhor amiga de infância, Lara, está quase se formando em literatura inglesa e ainda é virgem. Sim, virgem, isso seria algo normal se não fosse porque ela não consegue lidar mais com o fato de ser a única entre suas amigas que nunca fez sexo, isso a incomoda completamente porque faz com que Ellie se sinta excluída no grupinho de amizade quando o assunto é relacionamento, já que nunca teve experiências sexuais, mas ela está disposta a mudar isso e tem quatro meses até conseguir tirar a virgindade com algum homem antes de sua formatura, mas isso não parece tão simples de se fazer.

Por conta de sua criação e seus pais terem colocado ela uma escola só para meninas, Ellie sente que desenvolveu a parte amorosa da sua vida um pouco tarde, nunca tendo um relacionamento sério com ninguém até os 21 anos, poucos encontros para contar e algumas experiências nada agradáveis.

Durante a busca por alguém para fazer sexo, Ellie conhece Emma, uma mulher bastante decidida com ótimas experiências sexuais e bons conselhos, as duas acabam virando amigas e criam um vlog anônimo na internet para compartilharem sobre assuntos relacionados a sexualidade feminina, dicas e conselhos que nenhuma revista adolescente falaria de forma tão sincera e transparente. Até sua formatura, Ellie tem problemas a serem resolvidos e será que em quatro meses ela conseguirá se envolver com alguém?


Virgem entrou para lista de um dos melhores livros que li este ano! Ellie é a protagonista que pode ser eu, você, sua amiga, a amiga da sua amiga e por aí vai. Me identifiquei muito com ela na parte de inseguranças, assim como qualquer outra garota, Ellie também pensa: "será que por ele não estar respondendo minhas mensagens como antes ele não quer mais nada comigo?" "ou talvez ele realmente esteja ocupado com outras coisas." E o legal de toda a história é que sentimos que ela está conversando com o leitor, me senti tão próxima dela, como se realmente fossemos amigas.

Em alguns momentos, parecia que Ellie estava desesperada para tirar a virgindade, quando na verdade está tudo bem se você for uma mulher ainda virgem ou não ser mais, mas sentimos o quanto isso incomoda Ellie, é uma fraqueza dela e uma insegurança, assim como qualquer outra pessoa pode ter em outro aspecto de sua vida.

O livro vai além de um romance bobo clichê e fala sobre sexo abertamente, sobre pelos pubianos, masturbação, depilação, etc. Não é um manual de como fazer sexo certo, apenas mostra de forma clara e divertida as dúvidas que qualquer mulher pode ter e alguns tópicos saciaram minha curiosidade. Sem dúvidas é um romance atual que vai divertir muito o leitor por conta do humor ácido da protagonista, ela tem a vida um pouco dramática, mas faz de seus conflitos mais leves e tirando boas risadas do leitor.


A diagramação da Fábrica231, selo da Editora Rocco, está com todo capricho e não encontrei erro ortográfico. O livro é escrito em primeira pessoa e diverte o leitor com humor na medida certa. A escrita da Radhika Sanghani é detalhada e simplesmente amei! Espero ler mais livros da autora.

Indico para todas as mulheres com alguma insegurança em si e para aquelas confiantes o tempo inteiro, você vai se identificar de alguma forma com a Ellie.

Recebido da SheIn

novembro 21, 2017

Olá, gente!

Uma das minhas séries favoritas da vida é Friends, então quando vi esse moletom com o logo de Friends lá na SheIn, não pensei duas vezes em pegá-lo. É um moletom casual, dá pra usar em qualquer situação e a qualidade é muito boa e nos esquenta bem.



Nem liguei de tá um calor de matar, eu PRECISAVA desse moletom, e irei guardar pra usar quando o tempo esfriar um pouco (e como esse tempo é louco, já já vai dar pra eu usar).

Gostaram do moletom? Não esqueçam de visitar o site deles e me contar quais outros itens vocês ficaram interessados!

[RESENHA] Os Crimes da Rua Morgue, de Edgar Allan Poe

novembro 20, 2017

Título: Os Crimes da Rua Morgue (The Murders in the Rue Morgue)
Autor(a): Edgar Allan Poe
Editora: Rocco // livro cedido em parceira com a editora
Páginas: 224
Gênero: ficção
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Sinopse:
Com “Os crimes da rua Morgue”, Edgar Allan Poe inaugurou, em 1841, a moderna literatura policial e criou um de seus mais célebres detetives, o até hoje reverenciado Auguste Dupin. O conto, que narra a memorável investigação do assassinato de duas mulheres em um quarto fechado, é o carro-chefe desta reunião de histórias de terror e mistério traduzida por ninguém menos que Clarice Lispector. Grande leitora e fã da literatura policial, a escritora, que também verteu para o português os livros de Agatha Christie sob o pseudônimo de Mary Westmacott, empresta seu talento invulgar ao gênio de Poe, trazendo para o leitor brasileiro histórias como “A máscara da morte rubra”, “O gato preto”, “Ligeia” e outras. Lançamento do selo Fantástica Rocco, esta edição de Os crimes da rua Morgue e outras histórias extraordinárias recupera este encontro, literalmente, fantástico.

Os Crimes da Rua Morgue é um livro de contos de Edgar Allan Poe, e nessa edição, foi traduzido e adaptado por Clarisse Lispector.

Eu sempre quis ler algum livro do Poe, mas ficava receosa de comprar e não gostar da escrita, não compreender; então quando vi esse lançamento da Rocco que foi adaptado pela Clarice Lispector, vi minha chance de finalmente ler algo do autor que influenciou tantas obras de romance policial, como Sherlock Holmes e os livros da própria rainha do crime, Agatha Christie.



A escrita do autor é muito cativante e todos os contos têm um clima angustiante e assustador. Apesar de ficar receosa de ler contos por medo de não serem bem desenvolvidos, definitivamente não tive esse problema com os contos do livro. Apesar dos contos serem curtinhos, o autor tem uma forma de prender sua atenção pra saber o que vai acontecer, e foi o que aconteceu logo no primeiro conto, "O garoto preto".



O conto que dá nome ao livro é de longe o meu preferido. A fórmula usada, de um detetive que resolve casos difíceis contadas sob o ponto de vista do amigo, nos remete à Sherlock Holmes, entre outros, mas foi justamente seguido o modelo da história do investigador Dupin e seu parceiro.



A Rocco arrasou na edição, amei os detalhes da diagramação e a folha preta quando se inicia os contos. É um livro mais do que recomendado pra você que já conhece a genialidade de Poe, ou você que tem vontade de conhecer, pois não irá se arrepender.


QUOTE:

"É essencial saber o que se deve observar."